Esta é uma coletânea e seleção de poemas de Fernando Pessoa – Ortónimo organizada pela Porto Editora. Tem presente poemas nas suas mais variadas formas, com métricas e rimas mais ou menos regulares, chegando a ter sonetos de Pessoa, como [súbita mão de algum fantasma oculto]. Traz muitos dos poemas que conhecemos deste poeta, como “Autopsicografia” ou “o menino de sua mãe”, e também algumas novidades. Poucas. A nosso ver, é uma seleção bastante pobre para um grupo que domina inclusivamente grande parte dos manuais escolares que por aí existem. Não vai mais além na poesia pessoana. Contudo, isto é apenas uma opinião.
Mostrar mensagens com a etiqueta PESSOA Fernando. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta PESSOA Fernando. Mostrar todas as mensagens
quinta-feira, 4 de setembro de 2014
Poesias Ortónimo, de Fernando Pessoa
Esta é uma coletânea e seleção de poemas de Fernando Pessoa – Ortónimo organizada pela Porto Editora. Tem presente poemas nas suas mais variadas formas, com métricas e rimas mais ou menos regulares, chegando a ter sonetos de Pessoa, como [súbita mão de algum fantasma oculto]. Traz muitos dos poemas que conhecemos deste poeta, como “Autopsicografia” ou “o menino de sua mãe”, e também algumas novidades. Poucas. A nosso ver, é uma seleção bastante pobre para um grupo que domina inclusivamente grande parte dos manuais escolares que por aí existem. Não vai mais além na poesia pessoana. Contudo, isto é apenas uma opinião.
quarta-feira, 25 de dezembro de 2013
Dia de Natal
Chove. É dia de Natal.
Lá para o Norte é melhor:
Há a neve que faz mal,
E o frio que ainda é pior.
Lá para o Norte é melhor:
Há a neve que faz mal,
E o frio que ainda é pior.
E toda a gente é contente
Porque é dia de o ficar.
Chove no Natal presente.
Antes isso que nevar.
Pois apesar de ser esse
O Natal da convenção,
Quando o corpo me arrefece
Tenho o frio e Natal não.
Deixo sentir a quem quadra
E o Natal a quem o fez,
Pois se escrevo ainda outra quadra
Fico gelado dos pés.
Porque é dia de o ficar.
Chove no Natal presente.
Antes isso que nevar.
Pois apesar de ser esse
O Natal da convenção,
Quando o corpo me arrefece
Tenho o frio e Natal não.
Deixo sentir a quem quadra
E o Natal a quem o fez,
Pois se escrevo ainda outra quadra
Fico gelado dos pés.
Fernando Pessoa
Imagem: Bom Jesus de Braga, retirada de: http://www.tsf.pt/Storage/ng1077888.jpg
Subscrever:
Mensagens (Atom)

